A penúria de entusiasmos matinal me envolve o corpo
Não há se quer ânimo para mover as pálpebras de meus vermelhos olhos Corpo deitado como cadáver... Imóvel frígido desfalecido
A única vontade que existe é a de permanecer no silêncio indolente da madrugada
Mas a madrugada já passou e o carrasco da manhã com chicoteadas de calor e luz me obriga a levantar
levanto olho em volta, sim reconheço o lugar
toalha e vestes limpas nas mãos
calço as sandálias entro no banheiro
ligo o chuveiro água caindo
lava-me mas não leva-me a vontade de nada fazer
sento-me então frente ao portal infernal destruidor de neurônios
que rouba-me horas a fio sem que isso contudo me incomode
vez ou outra o dedo insiste em buscar sorrisos ou atenção
move-se verticalmente apertando o botão sem nada encontrar
intervalos rápidos para digerir proteínas carboidratos gorduras sais
então devoto-me à árdua tarefa de apreciar o vácuo
penso em guerra sangue flores corações lutas e finalmente penso em paz
cansei-me e percebo que a melhor alternativa é descansar novamente minhas cansadas pálpebras
sem mais... DURMO.
Reflexões críticas sobre Serviço Social, Política, direitos e cidadania em uma linguagem acessível, crítica e engajada.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
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