O dia se deu nublado...
Cinza... ávido.
Mal abri os olhos e já sabia que os pássaros não estavam a gorjear
Que as crianças não estavam a brincar nos jardins de suas casas.
Ainda que lá fora o sol ardesse e seu brilho cegasse
E na opulência de seu esplendor reinasse sobre os céus
Ainda assim o dia se deu nublado
Se fez nublado dentro de mim.
Tons cinzas e apagados...
restos de cigarros no chão
as marcas das lágrimas que fizeram tempestade
em minha pálida face noite a dentro.
Lágrimas que descem como navalhas
que cortam a alma rasgam esperança fé amor
lágrimas que castigam gritam bailam
para virem basta abrir a comporta que liga olhos e coração
Sem mais
O dia se fez nublado
Mas foi nublado dentro de mim.
Reflexões críticas sobre Serviço Social, Política, direitos e cidadania em uma linguagem acessível, crítica e engajada.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
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